Ataque cardíaco precoce: Risco cardiovascular aumenta em jovens de 20 a 30 anos
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
Jovens goianos entre 20 e 30 anos têm apresentado, cada vez mais, fatores de risco cardiovascular antes comuns apenas em homens a partir dos 40 anos. Estudos apontam que uma parcela significativa dessa faixa etária já sofre com hipertensão e colesterol alto, muitas vezes sem diagnóstico prévio.
O cardiologista Aloisio Barbosa da Silva confirma que quase um em cada quatro jovens apresenta sinais de alteração na pressão ou colesterol antes dos 40 anos, resultado de hábitos que levam à disfunção metabólica. A professora de cardiologia da PUCPR, Sarah Fagundes Grobe, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), também alerta para o avanço do risco cardiovascular entre jovens de ambos os sexos, mencionando que, “A gente sempre ouviu falar que infarto, hipertensão, arritmia eram considerados problemas de gente mais velha. Mas isso não é mais a nossa realidade, tanto no Brasil, como no resto do mundo”.
Nos homens, o estilo de vida é apontado como um fator crucial, com sedentarismo, alimentação ultraprocessada, longas jornadas de trabalho, uso de estimulantes, abuso de álcool, privação do sono e, especialmente, o uso de esteroides anabolizantes. “Estudo recente mostra a incidência de doenças cardiovasculares em pacientes que usam anabolizantes, principalmente. É uma relação bastante robusta e consistente e um risco meio silencioso que, às vezes, dá uma falsa impressão de segurança que tem um médico acompanhando. Mas, na verdade, esse paciente está sozinho”, ressalta Sarah Grobe.
A prevenção é essencial, e o cardiologista Aloisio Barbosa da Silva recomenda que o “checkup” médico seja iniciado a partir dos 20 anos, buscando hábitos mais saudáveis como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, além de garantir uma boa noite de sono e controlar o peso.
Ainda de acordo com Sarah Grobe, a avaliação clínica, incluindo exames de pressão arterial e laboratoriais de colesterol, é fundamental para detectar precocemente doenças cardiovasculares. Ela também chama atenção para a Lipoproteína (LPA), um marcador genético de risco cardíaco que exige um exame de sangue específico.
O cardiologista Aloisio Barbosa da Silva reforça que energéticos, pré-treinos, drogas estimulantes e cigarros eletrônicos contribuem para inflamação vascular, aumento da pressão e risco de arritmias.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-12/estilo-de-vida-leva-jovens-de-ate-30-anos-apresentarem-risco-cardiaco
