Boletim Focus: Mercado financeiro revisa para baixo a previsão do IPCA para 2025
© José Cruz/Agência Brasil
O mercado financeiro revisou para baixo a projeção da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para 4,43% em 2025, conforme o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central. A estimativa anterior era de 4,45%. As projeções para os anos seguintes também apresentaram leve ajuste, com 4,17% para 2026, 3,8% para 2027 e 3,5% para 2028.
Essa redução nas estimativas ocorre após a divulgação do IPCA de outubro, que registrou a menor taxa para o mês desde 1998, impulsionada pela diminuição na conta de luz, e fechou o mês em 0,09%. Em setembro, o índice havia marcado 0,48%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%. Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses é 4,68%, a primeira vez, em oito meses, que o patamar fica abaixo da casa de 5%. No entanto, ainda acima do teto da meta do CMN.
A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 10,5% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic inalterada pela terceira vez consecutiva em sua última reunião, mas ressaltou que “caso julgue apropriado”, poderá voltar a elevar os juros.
O BC destacou que o cenário externo permanece incerto devido à conjuntura e à política econômica dos Estados Unidos, com impacto nas condições financeiras globais. Internamente, a inflação ainda está acima da meta, apesar da desaceleração econômica, o que indica que os juros deverão se manter altos por um período prolongado.
A expectativa dos analistas é de que a Selic se mantenha em 10,5% ao ano até o final de 2025, com projeções de queda para 12% ao ano em 2026, 10,5% ao ano em 2027 e 9,5% ao ano em 2028.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-12/mercado-reduz-previsao-da-inflacao-para-443-este-ano
