Rio sedia 4ª Marcha Trans & Travesti por direitos e contra violência
© Felipe Martins/Divulgação
No Rio de Janeiro, a 4ª Marcha Trans & Travesti, com o tema “Independência não Morte”, tomou os Arcos da Lapa neste sábado, clamando pelo fim da violência contra a população trans e travesti no Brasil, país apontado como o mais letal para este grupo. A manifestação busca apoio para as organizações que lutam pela causa e exige a garantia e expansão dos direitos dessa comunidade.
Durante o evento, a Defensoria Pública do Rio montou um posto para realizar a retificação civil de pessoas trans. Karyn Cruz, uma das presentes, destacou a importância desses espaços para o protagonismo e a inserção na sociedade. A atriz Frida Resende também marcou presença, celebrando a liberdade de ser quem é e ressaltando a relevância da marcha para a existência contínua da comunidade.
O coordenador-geral da Marcha, Gab Van, enfatizou que: “Os nossos corpos seguem sendo alvo da extrema-direita que nega a nossa existência, financiada com recursos bilionários em todo o mundo”.
Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) revelam que a expectativa de vida da população trans é de apenas 35 anos, enquanto a média nacional ultrapassa os 75 anos. O Dossiê “Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2024” também aponta que a maioria das vítimas de assassinato são pessoas trans pretas e pardas, com idade entre 18 e 29 anos. A média de idade das vítimas de assassinato em 2024 foi de 32 anos.
Além da retificação do nome civil, a Secretaria Estadual de Saúde, em parceria com o ambulatório trans do Hospital Universitário Pedro Ernesto, ofereceu serviços de testagem rápida para ISTs, emissão de ofícios de gratuidade para obtenção de 2ª via de documentos para casamentos e união estável.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-11/marcha-trans-e-travestis-pede-garantia-de-direitos-e-fim-da-violencia
