Goiás adota rodízio em hospitais de urgência para evitar superlotação
Hugol mantém atendimento em regime de plantão (Foto: SES)
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), está implementando um sistema de rodízio entre os quatro principais hospitais de urgência da rede estadual, visando zerar a superlotação. A iniciativa, denominada Semana Protegida, busca reorganizar os fluxos de atendimento e otimizar o uso dos leitos nas unidades.
O esquema de rodízio prevê que, a cada semana, um dos hospitais – o Hospital de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) e o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia; o Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), em Anápolis; e o Hospital Estadual de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Heapa), em Aparecida de Goiânia – fará uma pausa nos atendimentos encaminhados pela Central de Regulação Estadual, Samu e Corpo de Bombeiros. O período será dedicado à realização de cirurgias eletivas e à resolução de demandas internas.
O Secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, destaca que a medida tem demonstrado resultados positivos, mencionando que a estratégia teve origem no Hugo, com reuniões diárias entre a SES-GO e a equipe do hospital. A ação já se estendeu às outras três unidades e, durante a semana de 3 a 9 de novembro, o Hugol realizou 63 cirurgias eletivas e 368 cirurgias de urgência e emergência, apresentando redução na ocupação de leitos e ausência de pacientes nos corredores.
“Os hospitais também ficam doentes nos seus fluxos e processos, e a superlotação é o sintoma dessa doença. O rodízio é o tratamento que encontramos para dar um respiro a cada unidade, permitindo que elas operem com qualidade e segurança”, afirmou o Secretário Rasível Santos.
Apesar do rodízio, o secretário assegura que nenhuma unidade deixará de atender suas especialidades de referência, como o Hugol, que é especializado em queimaduras.
“As cirurgias em geral, neurocirurgia adulto, vascular e bucomaxilofacial são serviços ofertados em comum nas quatro unidades. Então, conseguimos desviar o fluxo em uma semana, por exemplo, para proteger um desses hospitais e assim resolver aquela demanda interna, liberando leitos e abrindo a possibilidade para outros pacientes”, explicou.
A definição de qual unidade receberá cada paciente é feita pela Central de Regulação Estadual, Samu e Corpo de Bombeiros, que avaliam a gravidade de cada caso e as referências de cada hospital. A expectativa é que a iniciativa melhore a integração entre as unidades, reduza a superlotação e o tempo de espera, e aumente a eficiência na gestão de leitos, proporcionando um atendimento mais ágil, organizado e seguro para a população.
Fonte e Fotos: Agência Cora de Notícias
