Gleisi critica governadores de direita e os compara a Eduardo Bolsonaro por suposto intervencionismo dos EUA

Gleisi diz que políticos de direita querem EUA intervindo no Brasil

© Joédson Alves/Agência Brasil

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal, Gleisi Hoffmann, manifestou críticas contundentes ao posicionamento de governadores de partidos de direita, alegando que estes fomentam a divisão do país e abrem espaço para a intervenção dos Estados Unidos na América Latina.

Em suas declarações, a ministra defendeu que os governadores deveriam unir forças com o governo federal na busca por soluções que fortaleçam a segurança pública, citando a PEC 18, conhecida como PEC da Segurança Pública, como um exemplo de iniciativa a ser apoiada.

“Ao invés de somar forças no combate ao crime organizado, como propõe a PEC da Segurança enviada pelo presidente Lula ao Congresso, os governadores da direita, vocalizados por Ronaldo Caiado, investem na divisão política e querem colocar o Brasil no radar do intervencionismo militar de Donald Trump na América Latina”, disse a ministra em rede social.

A ministra também traçou um paralelo entre a postura desses governadores e a do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos Estados Unidos desde março, acusando-o de incentivar sanções comerciais e a aplicação da Lei Magnitsky contra o Brasil.

“Não conseguem esconder seu desejo de entregar o país ao estrangeiro, do mesmo jeito que Eduardo Bolsonaro e sua família de traidores da pátria fizeram com as tarifas e a Magnitsky”, afirmou Gleisi Hoffmann, complementando que “Segurança pública é uma questão muito importante, que não pode ser tratada com leviandade e objetivos eleitoreiros. Combater o crime exige inteligência, planejamento e soma de esforços”.

As declarações da ministra surgem após o anúncio da criação do Consórcio da Paz por sete governadores, projeto que visa a integração e troca de informações de inteligência no combate ao crime organizado. O grupo, que inclui o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), reuniu-se no Rio de Janeiro, onde elogiaram os resultados de uma operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou na morte de 121 pessoas, apreensão de 93 fuzis e provocou caos na cidade.

A PEC da Segurança Pública, por sua vez, tem sido alvo de críticas por parte desses governadores, que alegam que a proposta retira a autonomia dos estados sobre suas polícias. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, chegou a afirmar que “Único objetivo do governo federal é tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública, que é um determinação que a Constituição de 88 nos deu. Querem transferir nossa autonomia e transformar em diretriz geral do Ministério da Justiça. É intervenção direta nas polícias dos estados”.

O governo federal, por outro lado, argumenta que a PEC mantém as autonomias das forças de segurança estaduais e distrital, estabelecendo que a União seja responsável por elaborar a política nacional de segurança pública, com diretrizes a serem observadas pelos entes federados, ouvido o Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-10/gleisi-diz-que-politicos-de-direita-querem-eua-intervindo-no-brasil

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