Boulos critica operação no Rio e defende taxação de bilionários em posse na Secretaria-Geral
© Valter Campanato/Agência Brasil
Em seu discurso de posse como ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos criticou a Operação Contenção no Rio de Janeiro, que resultou em pelo menos 119 mortes. O evento, realizado no Palácio do Planalto, contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros como Fernando Haddad e Gleisi Hoffman, além de representantes de movimentos sociais.
Boulos aproveitou a ocasião para defender que o combate ao crime organizado deve mirar também a lavagem de dinheiro, citando a Operação Carbono Oculto da Polícia Federal. “Tenho orgulho de fazer parte do governo do presidente que sabe que a cabeça do crime organizado desse país não está no barraco de uma favela, muitas vezes está na lavagem de dinheiro lá na [Avenida] Faria Lima”, afirmou.
O ministro também expressou seu objetivo de levar o governo para as ruas, buscando diálogo com diversos grupos, incluindo entregadores e motoristas de aplicativos. Ele ressaltou a importância das políticas públicas que “nascem do povo, dos territórios populares” e criticou a “hipocrisia dos que dizem ser contra o sistema”, questionando a falta de apoio à taxação de bilionários e bets.
Guilherme Boulos, 43 anos, assume a Secretaria-Geral com a missão de fortalecer a articulação política entre o Palácio do Planalto, os movimentos sociais e a sociedade civil. Sua trajetória é marcada pelo ativismo urbano e, em 2022, ele foi eleito deputado federal pelo PSOL, com mais de 1 milhão de votos.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-10/cabeca-do-crime-organizado-nao-esta-no-barraco-da-favela-diz-boulos
