Megaoperação no Rio deixa dezenas de mortos e expõe guerra entre polícia e Comando Vermelho

Megaoperação no Rio deixa dezenas de mortos e expõe guerra entre polícia e Comando Vermelho

Uma megaoperação policial contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, deflagrada nesta terça-feira (28/10), resultou em um confronto sangrento com um saldo de pelo menos 64 mortos, incluindo quatro policiais, e 81 prisões. A ação, considerada a mais letal da história do estado, reacende o debate sobre segurança pública e o avanço das facções criminosas.

A operação, batizada de Contenção, mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças de segurança e tinha como objetivo o cumprimento de 100 mandados de prisão. Segundo informações oficiais, a ação teve início ainda na madrugada, e as equipes foram recebidas com intensa resistência por parte dos traficantes, que ergueram barricadas em chamas e efetuaram centenas de disparos. A Polícia Civil relatou que criminosos chegaram a utilizar drones para lançar bombas contra as equipes.

Diante da escalada da violência, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional para o nível 2. A Polícia Militar determinou o deslocamento de todo o efetivo para as ruas, suspendendo as atividades administrativas.

Entre os mortos, foram identificados os policiais Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho (Máskara), Rodrigo Velloso Cabral, Cleiton Searafim Gonçalves (Bope) e Herbert (Bope). Além dos agentes, 60 suspeitos morreram em confronto, sendo dois oriundos da Bahia e um do Espírito Santo. Três civis não envolvidos também foram feridos por balas perdidas, sendo um homem em situação de rua, uma mulher em uma academia e um homem em um ferro-velho.

A operação resultou na apreensão de 75 fuzis, 2 pistolas e 9 motos. Devido à violência, escolas e postos de saúde permaneceram fechados.

A letalidade da operação gera preocupação em Goiás, onde a proximidade com outros estados exige atenção redobrada das autoridades para evitar o avanço de facções criminosas e garantir a segurança da população goiana.

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