RS Reconstruindo Escolas e se Preparando para Futuros Desastres Climáticos

Comunidades ajudam a reconstruir escolas resilientes a crise climática

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Após as devastadoras enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul há mais de um ano, o estado concentra esforços na reconstrução de escolas e na implementação de medidas preventivas para futuros desastres climáticos. A secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, informou que oito escolas e a própria sede da Secretaria de Educação ainda não puderam retornar aos seus edifícios originais, que foram severamente danificados pelas cheias.

O plano de ação vai além da reconstrução física das estruturas, visando a criação de um plano de contingência abrangente para preparar a comunidade escolar para eventos climáticos extremos, como tempestades e alagamentos, que têm se intensificado na região.

Em colaboração com o Banco Mundial, o governo gaúcho mapeou 730 escolas em áreas de risco, identificando 87 como as mais vulneráveis. Essas instituições já iniciaram a implementação de um projeto piloto para aumentar a resiliência. Segundo Raquel Teixeira, o objetivo é garantir que “as escolas estejam preparadas, as pessoas estejam preparadas emocionalmente, mentalmente e em termos de conhecimento, cientificamente, sabendo o que fazer para que não haja quebra na continuidade do aprendizado”.

A experiência do Rio Grande do Sul foi compartilhada durante o II Fórum Internacional de Sustentabilidade e Educação, onde Raquel Teixeira destacou a importância de envolver toda a comunidade escolar na construção de uma educação consciente sobre a crise climática. Ela enfatizou que “o plano de contingência só faz sentido se ele for discutido por toda a comunidade, escola por escola”, pois as necessidades e particularidades variam de acordo com a localização e o tipo de evento que pode ocorrer.

Um exemplo de solução inovadora é o Ginásio Resiliente, projetado para servir tanto como espaço esportivo quanto como abrigo emergencial, com estrutura reforçada e capacidade de funcionar de forma independente, garantindo a continuidade do ensino.

A experiência do Rio Grande do Sul serviu de exemplo para outras regiões, inclusive Valência, na Espanha, que também sofreu com fortes tempestades. O arquiteto espanhol José Picó, que trabalhou na reconstrução de uma escola em Valência, ressaltou a importância de ouvir a comunidade escolar no processo de reconstrução e adaptação das escolas às novas necessidades, priorizando a integração com a natureza e a sustentabilidade.

Durante o Fórum, também foi anunciado o vencedor do Prêmio Escolas Sustentáveis, que reconhece projetos de desenvolvimento socioambiental em instituições de ensino do Brasil, México e Colômbia. A escola colombiana Institución Educativa Comercial de Envigado foi a vencedora com um projeto de gestão ambiental. A Escola Estadual Brasil, de Limeira (SP), foi finalista na categoria Ensino Médio com um sistema de alerta precoce para inundações, e a Creche Municipal Magdalena Arce Daou, de Manaus, foi finalista na categoria Educação Infantil – Fundamental com um projeto que combina sustentabilidade, arte e inclusão.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-10/comunidades-ajudam-a-reconstruir-escolas-resilientes-a-crise-climatica

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