Metanol desviado para bebidas clandestinas pode explicar casos de intoxicação em SP
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O desmantelamento de um esquema de fraudes em combustíveis pela Operação Carbono Oculto da Receita Federal, em agosto, pode ter desencadeado um desvio de metanol para a produção de bebidas clandestinas, conforme alertou Rodolpho Heck Ramazzinio, da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), em entrevista à TV Brasil. Segundo Ramazzinio, empresas envolvidas no esquema de adulteração de combustíveis, após terem suas atividades interrompidas, estariam repassando o metanol para destilarias ilegais, visando maximizar lucros sem se importar com os riscos à saúde pública.
De acordo com dados do Anuário da Falsificação da ABCF 2025, o setor de bebidas foi o mais impactado pelo mercado ilegal em 2024, acumulando perdas estimadas em R$ 88 bilhões. A Receita Federal já havia constatado que metanol, importado sob falsos pretextos, era desviado para a adulteração de gasolina.
Em São Paulo, o governo estadual confirmou seis casos de intoxicação por metanol, possivelmente causados pelo consumo de bebidas adulteradas, desde junho deste ano. Dez casos estão sob investigação, com três mortes já confirmadas.
Diante da situação, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) reforça a importância de consumir apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa. O CVS também recomenda que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos para evitar casos de intoxicação.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-09/metanol-do-crime-organizado-pode-ter-relacao-com-intoxicacoes-em-sp
