Brasil Soberano aprova R$ 1,2 bilhão para empresas afetadas por tarifaço dos EUA
© Valter Campanato/Agência Brasil
Em resposta ao “tarifaço americano”, que impôs taxas de até 50% sobre as exportações brasileiras, o plano Brasil Soberano aprovou R$ 1,2 bilhão em financiamentos para empresas afetadas nos dois primeiros dias após a abertura para pedidos. O programa de socorro, que visa amparar empresas exportadoras, disponibiliza um total de R$ 40 bilhões em crédito, combinando recursos do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e do próprio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O BNDES divulgou que recebeu R$ 3,1 bilhões em pedidos de 533 empresas, indicando que R$ 1,9 bilhão ainda estão sob análise. Os recursos são oferecidos com juros subsidiados, condicionados à manutenção dos empregos pelas empresas beneficiadas. Os financiamentos abrangem capital de giro, investimentos para adaptação produtiva, aquisição de maquinário e a busca por novos mercados.
Até o momento, foram realizadas 75 operações de crédito, todas destinadas ao capital de giro das empresas. A indústria de transformação responde pela maior parte dos pedidos aprovados (84,1%), seguida pela agropecuária, comércio e serviços, e indústria extrativa. Pequenas e médias empresas respondem por quase um terço do valor total aprovado.
De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a agilidade na aprovação dos recursos é resultado do compromisso do banco e de 50 instituições financeiras parceiras. Ele afirmou que o objetivo é “proteger os empregos e fortalecer as empresas e a economia, inclusive estimulando a participação em novos mercados”.
Para acessar os recursos, as empresas devem verificar sua elegibilidade no site do BNDES, utilizando o certificado digital da empresa na plataforma GOV.BR. Caso sejam consideradas aptas, a recomendação é contatar o banco com o qual já possuem relacionamento, enquanto grandes empresas podem procurar o BNDES diretamente.
O “tarifaço americano” ocorre em um contexto onde os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. A medida impacta cerca de um terço das exportações brasileiras para os EUA, embora cerca de 700 produtos tenham sido isentos das taxas. A justificativa do governo americano, de que os EUA possuem déficit comercial com o Brasil, é contestada por dados oficiais de ambos os países. A imposição das taxas foi justificada pelo tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que considera ser perseguido.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-09/bndes-aprova-r-12-bi-para-empresas-afetadas-pelo-tarifaco
