Brics intensificam parceria em saúde para enfrentar desafios e desigualdades

Institutos de Saúde do Brics propõem fortalecimento de parcerias

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Institutos nacionais de saúde dos países que integram o Brics estão reunidos no Rio de Janeiro, em um encontro organizado pela Fiocruz, para fortalecer a colaboração técnica e científica. O objetivo principal é aprimorar o combate a problemas de saúde compartilhados e reforçar a preparação para futuras emergências sanitárias.

Durante o encontro, será divulgada uma carta com compromissos e propostas para o avanço da cooperação. Cristian Morales, representante da Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil, destacou a importância da união de países com capacidades científicas e econômicas para a produção de inovações acessíveis a populações necessitadas, como novos medicamentos, vacinas e kits de diagnóstico.

O Brics é composto por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, apontou o atual cenário global, com a interrupção de financiamentos de programas internacionais de saúde, como um momento oportuno para a união de países como os membros do Brics. Segundo ela, “Nesse momento, a gente tem um cenário global com o país mais rico do planeta virando as suas costas para o mundo, e, por outro lado, uma comunhão de países que buscam manter a ciência na frente das políticas públicas e elaborar políticas públicas baseadas em evidência científica.”.

A Parceria pela Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas, firmada durante a última cúpula de chefes de estado do bloco, é um dos princípios que norteiam o trabalho conjunto dos institutos. Essa parceria visa combater doenças influenciadas por fatores sociais, econômicos e ambientais, como desigualdade e falta de saneamento, que afetam principalmente as populações mais pobres. Tuberculose, doença de Chagas, malária e hepatites virais são exemplos dessas doenças.

Outro foco importante é a redução da desigualdade no acesso a insumos, tratamentos e inovações, que é desfavorável aos países em desenvolvimento. A vice-presidente de Saúde Global e Relações Internacionais da Fiocruz, Lourdes Oliveira, enfatizou a necessidade de “ampliar o acesso à saúde e à capacidade local, inclusive de produção” para fortalecer a soberania nacional e evitar a repetição de cenários como o vivenciado durante a pandemia.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-09/institutos-de-saude-do-brics-propoem-fortalecimento-de-parcerias

What do you feel about this?