CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de suspeitos em fraude bilionária
© Lula Marques/Agência Brasil
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os descontos ilegais em benefícios previdenciários do INSS avançou nas apurações ao aprovar cerca de 400 pedidos de informações e quebras de sigilo. A medida tem como alvo suspeitos de envolvimento em uma fraude bilionária que lesou aposentados e pensionistas em todo o país.
Os membros da comissão, composta por deputados federais e senadores, decidiram em conjunto solicitar dados sobre a movimentação de investigados em prédios públicos, além de reunir os indícios de irregularidades já levantados pelo INSS, Polícia Federal e CGU. A quebra de sigilo abrange tanto pessoas físicas quanto associações, entidades e empresas sob suspeita, investigadas no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril.
Entre os alvos que terão seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados, destacam-se os empresários Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Maurício Camisoti, assim como o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. A CPMI já havia aprovado, na semana anterior, pedidos de prisão preventiva para esses e outros 18 investigados.
Segundo o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da comissão, o objetivo das medidas é rastrear o destino dos recursos desviados da Previdência. “Queremos saber exatamente onde está todo este patrimônio, tudo o que foi roubado da Previdência”, afirmou.
Ainda durante a sessão, a CPMI ouviu o depoimento do ex-ministro da Previdência Social e ex-presidente do INSS, Ahmed Mohamad Oliveira. Ele alegou que o INSS não possui a estrutura necessária para fiscalizar os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados com outras entidades e que tomou conhecimento das irregularidades nos descontos somente após o início da Operação Sem Desconto.
Fonte e Fotos: Agência Brasil
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2025-09/cpmi-do-inss-aprova-quebra-do-sigilo-bancario-de-investigados
