Brasil: Médicos Cubanos Repudiam Sanções dos EUA a Gestores do Mais Médicos e Defendem Cooperação Brasil-Cuba

Associação de médicos cubanos repudia ação dos EUA contra Mais Médicos

© José Cruz/Agência Brasil

A Associação dos Médicos Cubanos no Brasil (Aspromed) manifestou seu repúdio às recentes sanções do governo dos Estados Unidos contra gestores brasileiros envolvidos no programa Mais Médicos, expressando apoio à colaboração de longa data entre Brasil e Cuba na área da saúde. A ação do Departamento de Estado americano revogou vistos de figuras-chave como Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, Alberto Kleiman, ex-assessor do Ministério da Saúde, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e seus familiares.

O governo americano justificou a medida alegando que os servidores contribuíram para um “esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano” através do programa Mais Médicos.

Em resposta, a Aspromed enfatizou o papel crucial do Mais Médicos como política de saúde pública, visando garantir o acesso à saúde para toda a população, “especialmente para a população de baixa renda que vive em regiões menos privilegiadas por todo o país”. A associação contesta a alegação de trabalho forçado, afirmando que os médicos cubanos que permanecem no Brasil o fazem por livre e espontânea vontade.

A Aspromed destaca que os profissionais que permaneceram no Brasil já estão naturalizados, possuem famílias brasileiras e criaram laços afetivos com o país. “Muitos já naturalizados, com famílias brasileiras e laços afetivos profundos com o país, continuarão atuando com dedicação junto às comunidades mais carentes, levando atendimento e cuidado a pessoas que vivem em condições adversas, nos rincões mais distantes do território nacional”, defendeu a nota.

A associação ressalta ainda que os cerca de 18 mil médicos cubanos que participaram do programa realizaram aproximadamente 63 milhões de atendimentos, “fortalecendo e legitimando o maior sistema de saúde do mundo, universal, público e gratuito, o SUS”. Embora o convênio com Cuba tenha se encerrado em 2018, estima-se que 2,5 mil médicos cubanos optaram por permanecer no Brasil, atuando em pequenas cidades, distritos indígenas e periferias de grandes centros urbanos.

Fonte e Fotos: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2025-08/associacao-de-medicos-cubanos-repudia-acao-dos-eua-contra-mais-medicos

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