Você sabia? Goiás possui mais de 11 mil pamonharias, e a pamonha vem de origem indígena

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A pamonha, patrimônio cultural imaterial de Goiás desde 2022, vai muito além de um simples quitute. Com mais de 11 mil pontos de venda registrados no estado, sendo 3.100 apenas em Goiânia, a iguaria se consagra como um verdadeiro ícone da culinária goiana, presente do café da manhã ao jantar.

Estudantes do Colégio Marista de Goiânia, instigados pela presença constante da pamonha nos lanches escolares, mergulharam na história desse alimento de origem indígena, cujo nome, Pa’muñã, significa “pegajoso”. A pesquisa revelou registros da venda de pamonha em Salvador (BA) já em 1802. Anteriormente, em 1618, o livro “Diálogo das grandezas do Brasil” já mencionava a importância do milho, base da pamonha, na alimentação colonial. A definição formal do termo “pamonha” data de 1853, no Vocabulário Brasileiro, e sua receita foi imortalizada no “Diccionário do Doceiro Brasileiro” de 1892.

“A pamonha transcende o aspecto alimentar, representando um importante elemento social e econômico em Goiás”, destaca a professora Ana Paula Btedini Brandão, do Colégio Marista. Ela explica que a produção da pamonha, muitas vezes coletiva, em eventos chamados “pamonhadas”, fortalece laços comunitários e familiares. Inspirados pela pesquisa e pelo desejo de valorizar ainda mais esse quitute, os alunos estão elaborando um e-book gratuito com receitas exclusivas de pamonha, que será disponibilizado em breve na internet.

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