Declarações de policial militar levam OAB Goiás a definir medidas em Anápolis
Foto: OAB-GO
As falas de um policial militar sobre a atuação de advogados motivaram a OAB Goiás a organizar providências institucionais em Anápolis. Durante uma entrevista coletiva, o agente afirmou: “não adianta advogados bem-sucedidos virem querer defender bandido” e questionou a origem dos honorários pagos por pessoas presas.
A reunião da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) ocorreu na terça-feira (27), na sede da subseção de Anápolis. O caso será levado ao Comando-Geral da Polícia Militar de Goiás, e a entidade também marcou uma conversa com o policial responsável pelas declarações.
A atuação profissional tem garantias legais
O presidente do Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP) da OAB-GO, Alexandre Pimentel, disse que o encontro serviu para definir os encaminhamentos diante das manifestações e discutir as medidas relacionadas ao exercício da advocacia.
Segundo a Ordem, a defesa de uma pessoa investigada, acusada ou presa não significa concordância do advogado com os atos atribuídos ao cliente. Em manifestação atribuída a Pimentel, a entidade afirmou: “A defesa técnica de uma pessoa investigada, acusada ou presa constitui uma garantia legal”.
A defesa técnica é a atuação de um advogado em favor de uma pessoa envolvida em investigação ou processo. Ela permite que o cliente apresente sua versão e exerça os direitos previstos no procedimento, independentemente da avaliação pessoal do profissional sobre o caso.
A reunião também teve a participação do presidente da subseção de Anápolis, Samuel Santos, e dos conselheiros seccionais Regis Davidson, Louise Ramiro e Laura Landim. Outros diretores e integrantes da subseção participaram do encontro.
O caso seguirá por canais institucionais
A condução do episódio ficará sob responsabilidade institucional da OAB-GO, que pretende tratar o assunto diretamente com a Polícia Militar. A entidade informou que busca preservar as prerrogativas profissionais e evitar constrangimentos ou suspeitas generalizadas contra advogados.
A apuração de possíveis irregularidades, segundo a Ordem, deve seguir os procedimentos legais aplicáveis e respeitar as garantias asseguradas às pessoas envolvidas. A reunião com o policial foi ajustada para discutir as declarações e buscar uma revisão do posicionamento apresentado.
Créditos da imagem: OAB-GO
Com informações da OAB-GO
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