Lula participa de manifestação pela reeleição que ocupa a Avenida Paulista, em São Paulo
© Ricardo Stuckert/Lula Oficial
A Avenida Paulista, em São Paulo, recebeu no domingo (11) uma manifestação pela reeleição de Lula, que participou do ato. A mobilização ocupou a maior parte da avenida e foi chamada de Marcha Pela Democracia.
Organizado por movimentos sociais e fandoms, comunidades de admiradores de artistas pop, o evento também teve apoio de torcidas organizadas do Palmeiras e do Corinthians, da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo e de movimentos estudantis.
A manifestação pela reeleição de Lula
Antes do início da manifestação, Lula afirmou, em entrevista à imprensa, que a semana seria decisiva para a eleição presidencial. Ele citou a votação no Senado sobre o fim da escala 6×1, marcada para quarta-feira (14), e declarou: “Vai se provar como é que o partido do meu adversário [o PL] vai votar”.
O presidente também criticou a tentativa da oposição de transferir a votação para depois do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Segundo Lula, a mudança seria uma tentativa de enganar a população. Ele disse que a oposição terá de “demonstrar se vão ter coragem de votar contra ou a favor”.
Durante o ato, Lula questionou o corte de gastos anunciado por Flávio Bolsonaro (PL), chamado de “tesouraço”. O candidato afirmou que a medida poderia atingir pessoas pobres e aposentados. Ele comparou a proposta ao corte de direitos que, segundo sua avaliação, teria sido feito pelo presidente da Argentina, Javier Milei.
Em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), sobre um carro de som, Lula criticou a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. O candidato também citou ações de seu governo na educação e disse que o número de pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho passou de 4,8 milhões, em 2003, para 26 milhões. A meta apresentada por ele é chegar a 50 milhões e depois a 100 milhões.
A escala de trabalho em debate
Lula mencionou ainda a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança Pública, que deverá avançar no Congresso Nacional e prevê a criação do Ministério da Segurança Pública. Ele defendeu uma atuação mais direta do governo federal no combate à criminalidade.
A escala 6×1 é o regime em que o trabalhador atua por seis dias e descansa um. A proposta em discussão no Senado trata do fim desse modelo, e a votação marcada para quarta-feira (14) é a etapa citada por Lula durante a manifestação.
O candidato também falou sobre a abstenção no primeiro turno, que chegou a 21,08%, e pediu que eleitores com mais de 70 anos compareçam às urnas. Atos de apoiadores ocorreram em outros estados, incluindo Alagoas, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.
Em Goiânia, apoiadores de Lula se reuniram à tarde na Praça Universitária. Em Belo Horizonte, a Caminhada Rosa reuniu a defesa de direitos das mulheres e a campanha pela candidatura do PT.
Créditos da imagem: © Ricardo Stuckert/Lula Oficial
Com informações da Agência Brasil
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