Ministério da Saúde permite que pessoas saudáveis com 70 anos ou mais doem sangue
© Tomaz Silva/Agência Brasil
A doação de sangue passou a incluir pessoas com 70 anos ou mais que estejam saudáveis, conforme o novo regulamento técnico da hemoterapia no Brasil. A regra foi instituída pela Portaria GM/MS 11.685/2026, publicada em julho pelo Ministério da Saúde, e entrou em vigor no dia 30.
Para fazer a coleta, o interessado precisa ser considerado apto na avaliação clínica do serviço de hemoterapia e seguir os intervalos e a frequência definidos para essa faixa etária. A norma também alterou os prazos para doadores que passaram por exames, usaram medicamentos ou fizeram procedimentos estéticos com microagulhamento.
Novas regras para a doação de sangue
Tatuagem, maquiagem definitiva, preenchimentos e aplicação de botox podem exigir espera de sete dias, desde que o procedimento tenha sido realizado em local que cumpra as normas de segurança. Se essa avaliação não puder ser feita, o prazo passa a ser de quatro meses. No caso de piercing na boca ou na região genital, a doação pode ocorrer quatro meses depois da retirada.
O Ministério da Saúde informou que o regulamento atualiza os critérios para doadores voluntários e orienta os serviços conforme avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico. Em declaração divulgada pelo órgão, o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, afirmou: “as novas regras permitem que mais pessoas doem sangue e reforçam a segurança de quem doa e de quem recebe a transfusão”.
Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar documento oficial com foto, inclusive em formato digital. Adolescentes a partir de 16 anos podem se candidatar com autorização do responsável.
Triagem amplia controle do sangue
O Brasil passou a exigir o teste de malária em 100% dos exames de triagem. O NAT Plus, desenvolvido por Bio-Manguinhos/Fiocruz, já identificava HIV e hepatites B e C e passou a detectar também o parasita causador da doença. Com isso, o impedimento para quem esteve em municípios de áreas endêmicas ou teve exposição em mata, bosque ou floresta ficou em 30 dias; antes, podia chegar a 12 meses.
A identificação de bolsas e amostras passou a seguir o padrão internacional ISBT 128, com rastreamento desde a coleta até a transfusão ou o envio do plasma para a produção de medicamentos. O prazo de validade do concentrado de plaquetas também pode aumentar de cinco para sete dias, desde que sejam cumpridas as medidas de controle de qualidade.
A triagem é a etapa realizada pelo serviço de hemoterapia antes da coleta. Nela, profissionais analisam as condições de saúde e verificam se a pessoa atende aos critérios para doar.
Segundo o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 3,26 milhões de coletas em 2025, com 15,29 doações por mil habitantes. Os interessados devem procurar o hemocentro mais próximo para consultar os horários de atendimento e passar pela avaliação.
Créditos da imagem: © Arquivo / Agência Brasil
Com informações da Agência Brasil
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