Prefeitura de Goiânia reúne mulheres durante ação do Agosto Lilás

Representantes da rede de proteção às mulheres participaram da ação do Agosto Lilás, realizada pela Prefeitura de Goiânia (Fotos: Semasdh)

Goiânia intensificou as discussões sobre violência contra a mulher, marcando o Agosto Lilás no mês em que a Lei Maria da Penha completa duas décadas de sanção. Na última sexta-feira (7/8), a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) sediou uma palestra focada na conscientização e enfrentamento ao feminicídio. A atividade, realizada no auditório da secretaria, reuniu integrantes da rede de proteção para debater prevenção, acolhimento, atendimento e os mecanismos de combate à violência doméstica e familiar. A legislação foi sancionada em 7 de agosto de 2006, criando dispositivos para coibir e prevenir agressões.

Goiânia em ação

A titular da Semasdh, Erizania Freitas, ressaltou que a mobilização integra o conjunto de iniciativas da Prefeitura durante o Agosto Lilás. Segundo ela, a administração municipal “tem potencializado todas as ações que têm o objetivo de defender as mulheres goianienses e, acima de tudo, de protegê-las contra todo tipo de violência”. Ela completou que a união da rede busca “conscientizar toda a população sobre o quão importante é que estejamos unidos no enfrentamento dessa grave violação dos direitos humanos”. O evento contou com a participação de Luiza Sol, comandante da Patrulha Mulher Mais Segura, e Zilene de Paula, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), como palestrantes, além de representantes das forças de segurança, Seds (Estado de Goiás), Ministério Público, OAB-GO, Creas e Instituto Patris.

Rede de proteção em prática

A atuação integrada da rede foi um dos pontos altos da discussão. Luiza Sol afirmou ser “imprescindível nós termos essa rede institucionalizada dentro do nosso município. Quando a gente institucionaliza, conseguimos ver o fluxo com mais clareza”. Sol acrescentou que, com isso, “nós sabemos para onde encaminhar, aonde encaminhar”. A psicóloga Jaqueline Borer, do Creas Norte, enfatizou o papel do acolhimento. Para ela, a atenção humanizada é fundamental para a mulher acessar os serviços necessários e, assim, romper o ciclo de violência. Jaqueline Borer destacou que “essas mulheres chegam já muito sensíveis, e a gente tem que ter um acolhimento sem julgamento, entender o contexto dessa mulher e saber os encaminhamentos necessários”.

Centro de apoio especializado

O Creas, sigla para Centro de Referência Especializado de Assistência Social, é uma unidade pública da assistência social. Sua função é oferecer apoio e serviços especializados a indivíduos e famílias em situação de ameaça ou violação de direitos, como no caso de violência doméstica. Nesses locais, as vítimas recebem atendimento psicossocial, orientação jurídica e são encaminhadas para outros serviços da rede de proteção, visando à superação das situações de vulnerabilidade.

Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia

Redação Extra News Goiás
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