Goiânia pune empresas por atraso e falta de entrega de medicamentos e insumos
Prefeitura restabeleceu, desde 2025, o abastecimento de medicamentos e insumos da rede municipal de saúde
A Prefeitura de Goiânia, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), está aplicando penalidades a 29 empresas fornecedoras que falharam na entrega de aproximadamente 1,8 milhão de medicamentos e insumos, seja por atraso ou não cumprimento total dos contratos. O objetivo é assegurar o abastecimento da rede municipal de saúde, que atualmente opera com 87% do estoque regular, buscando atingir 95% nos próximos 60 dias.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, as sanções, que variam de advertências a restrições em futuras licitações, visam garantir que a população não sofra com a falta de medicamentos. “A orientação do prefeito Sandro Mabel é garantir que a rede municipal não enfrente desassistência”, afirma Pellizzer.
Desde 2025, a administração municipal tem se esforçado para reverter um cenário de estoques comprometidos. Compras emergenciais realizadas no início da gestão elevaram o estoque a 80%. Desde então, foram investidos R$ 45,2 milhões na aquisição de 436 tipos de produtos, resultando na distribuição de 17,7 milhões de medicamentos e 7,1 milhões de insumos.
Entre os mais de 40 fornecedores da SMS, foram identificados 1.791.880 itens pendentes, sendo 1.564.700 medicamentos e 227.180 insumos. Pellizzer explica que a dificuldade de algumas empresas em cumprir os prazos pode estar relacionada ao fato de que “Muitas dessas empresas não produzem diretamente. Elas compram da indústria e revendem, o que pode gerar dificuldade no cumprimento dos prazos quando não há estoque disponível”.
As medidas administrativas buscam evitar o desabastecimento e a necessidade de novas compras emergenciais. Até o momento, “Vinte empresas já foram notificadas e 15 multas foram publicadas, que variam de 10% a 30% do valor dos itens não entregues, conforme atraso e impacto ao município”, informa o secretário. Pellizzer ainda garantiu que “A Prefeitura não efetua pagamento sem o recebimento dos itens, e as multas incidem sobre o valor total previsto em contrato” e que, para evitar reincidências, as empresas precisarão comprovar estoque mínimo de 50% do que ofertam em futuras licitações.
Fonte e Fotos: Prefeitura Municipal de Goiânia
