Ministro Dario Durigan prevê crédito para empresas afetadas pelo fim da escala 6×1
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A escala 6×1 poderá ser acompanhada por linhas de crédito e programas de capacitação para empresas que precisarem se adaptar, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Ele afirmou que a equipe econômica ainda avalia quais setores e portes de negócios sentirão os maiores efeitos da mudança.
A declaração foi dada na sexta-feira (16), em entrevista à TV Band. Durigan disse: “É possível que a gente faça, por exemplo, uma espécie de linha de crédito ou de capacitação para a inovação”.
O fim da escala 6×1 muda a jornada
A alteração foi aprovada pelo Congresso e promulgada na sexta-feira (16). A nova regra estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
De acordo com o ministro, a adaptação poderá incluir modernização de processos, treinamento de funcionários e uso de novas tecnologias. A avaliação do governo é que essas medidas podem ajudar empresas a manter a produção com menos dias de trabalho, além de contribuir para processos mais eficientes e menor rotatividade.
Durigan também afirmou que entre 68% e 70% dos empregos no país já estão fora da escala 6×1. Segundo ele, o governo ainda vai medir os efeitos da mudança sobre os diferentes segmentos da economia.
O ministro disse que a equipe econômica considera oferecer apoio a empresas afetadas tanto pela alteração da jornada quanto pela reforma tributária. Ele declarou: “Já temos uma previsão de ter linhas de crédito específicas para essa transição, tanto da reforma tributária quanto do fim da jornada 6×1”.
Crédito e capacitação entram no plano
A proposta mencionada pelo governo não inclui, neste momento, desoneração da folha de pagamento ou outra compensação direta aos empregadores. O apoio estudado envolve financiamento direcionado e capacitação para negócios que precisarem reorganizar as atividades.
Durigan citou o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros sistemas de capacitação como possíveis parceiros em treinamentos voltados, sobretudo, a pequenos negócios. Ele também afirmou que o limite de crédito para pequenas empresas passou de R$ 250 mil para R$ 500 mil, incluindo operações de capital de giro.
Capital de giro é o dinheiro usado pela empresa para manter despesas e o funcionamento cotidiano. Linhas desse tipo podem financiar custos da operação, enquanto programas de capacitação orientam mudanças em processos, treinamento e tecnologia.
Na entrevista, o ministro ainda afirmou que os juros continuam sendo um desafio para a economia e defendeu a continuidade do ajuste das contas públicas, com superávits primários maiores nos próximos anos e sem mudanças abruptas na política econômica.
Créditos da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Com informações da Agência Brasil
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