Doenças cardiovasculares provocam uma morte a cada 72 segundos no Brasil
© Ministério da Saúde/Divulgação
Mortes por doenças cardiovasculares somavam 318.945 no Brasil até 16 de outubro, segundo o Cardiômetro, ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). O levantamento indica uma média de 1.194 óbitos por dia, ou cerca de 50 por hora.
A plataforma também aponta que uma pessoa morre a cada 72 segundos por esse grupo de doenças. O Cardiômetro passou a integrar o Hub de Doenças Cardiovasculares, lançado pela SBC em parceria com a World Heart Federation (WHF).
Mortes por doenças cardiovasculares variam entre estados
Os dados do Hub mostram diferenças nas taxas de mortalidade entre as unidades da Federação. Alagoas aparece com 245,5 óbitos por 100 mil habitantes, seguido por Amapá, com 225,1, e Mato Grosso do Sul, com 220,4.
A plataforma reúne séries históricas de mortalidade observadas entre 2000 e 2024, além de projeções para os próximos anos, segundo a SBC. Em 2024, a taxa nacional foi de 195 mortes por 100 mil habitantes. Nos anos 2000, o índice era de 306,4 por 100 mil, uma redução de 36%.
As estimativas do Hub apontam que, caso a tendência das últimas duas décadas continue, o país pode registrar aumento de 10,8% nas mortes até 2030. O número projetado passaria de 417.550 óbitos em 2024 para 462.573 em 2030.
O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, explicou que os números para 2030 representam cenários prováveis, condicionados à manutenção das tendências observadas. Ele afirmou: “a previsão não determina exatamente qual será o patamar em 2030”.
Dados reúnem bases de saúde
O Hub usa informações de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease (GBD) 2023. Para calcular as taxas, a plataforma utiliza estimativas populacionais do DataSUS, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O SIM registra os óbitos informados ao sistema de saúde. Já as estimativas epidemiológicas permitem comparar doenças e taxas entre períodos e locais, enquanto as projeções simulam possíveis resultados a partir de tendências anteriores. Esses dados não determinam o resultado futuro de cada ano.
A plataforma foi apresentada na abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro junto do Congresso Mundial de Cardiologia. O sistema permite consultar números absolutos, taxas, séries históricas e indicadores por estado, sexo e faixa etária.
Entre as medidas relacionadas à redução das mortes estão o controle da hipertensão e do diabetes, a diminuição do tabagismo, o combate à obesidade e ao sedentarismo e o atendimento rápido em casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Créditos da imagem: © Ministério da Saúde/Divulgação
Com informações da Agência Brasil
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