Sandro Mabel entrega dois monumentos históricos revitalizados no Bosque dos Buritis
Os monumentos do Bosque dos Buritis foram devolvidos à população após obras de revitalização realizadas em Goiânia. A entrega ocorreu em 12 de outubro, com a presença do prefeito Sandro Mabel, e incluiu o Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar e o Monumento à Paz Mundial.
As duas estruturas ficam no Bosque dos Buritis e no entorno, no Setor Oeste. A recuperação foi feita pela Ademaldo Construções em parceria com a Prefeitura de Goiânia, sem despesa para o município.
Mabel afirmou que a conservação mantém o significado das obras e agradeceu à empresa responsável pelo serviço. Ele declarou: “Uma obra de arte precisa ser revitalizada, porque isso também renova o sentido para o qual ela foi criada.”
A obra dedicada às vítimas da ditadura
Em frente ao bosque, o Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Luta Contra a Ditadura Militar é formado por uma esfera metálica dividida em 15 partes. Os segmentos representam 15 mortos e desaparecidos políticos ligados a Goiás.
O projeto foi elaborado pelo arquiteto Marcus Sales Gebrim e escolhido por meio de concurso público promovido pela Prefeitura de Goiânia. A obra foi inaugurada em 27 de agosto de 2004, durante a gestão do prefeito Pedro Wilson.
O concurso público é um processo usado para selecionar propostas conforme critérios definidos pela administração. Nesse formato, os projetos apresentados são analisados antes da escolha daquele que será executado.
Segundo Ademaldo Carlos Cabral, diretor-presidente da Ademaldo Construções, a equipe recuperou as estruturas existentes e manteve as características originais. Ele afirmou: “Recebemos com muita alegria o convite da Secretaria Municipal de Cultura para restaurar essas obras.”
Monumentos do Bosque dos Buritis têm símbolos distintos
Dentro do bosque, o Monumento à Paz Mundial foi inaugurado em 20 de setembro de 1988, durante o II Simpósio Nacional da Paz na Era Nuclear. Criada pelo artista goiano Siron Franco, a estrutura tem aproximadamente cinco metros de altura, é feita de concreto e vidro e lembra o formato de uma ampulheta.
A obra guarda porções de terra de diferentes países e continentes. O monumento foi idealizado após o acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia em 1987, e propõe reflexão sobre os riscos da energia nuclear e a convivência pacífica entre as nações.
O secretário municipal de Cultura, Uugton Batista, relacionou a conservação das peças à preservação da identidade cultural da cidade. Ele disse: “A recuperação das obras contribui para garantir que esses símbolos permaneçam acessíveis à população e às futuras gerações”.
Créditos da imagem: Prefeitura de Goiânia
Com informações da Prefeitura de Goiânia
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