CNJ completa composição com posse de Carlos Vinícius Ribeiro
conselheiro do CNJ Carlos Vinícius Ribeiro durante posse no CNJ. Foto: Ana Araújo/CNJ.
A composição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi completa nesta sexta-feira (7/8) com a posse do promotor de justiça Carlos Vinícius Ribeiro como novo membro. Ele assume a vaga destinada ao Ministério Público Estadual, trazendo uma trajetória marcada pela atuação em diversas frentes do sistema judicial.
A cerimônia de posse contou com a presença do presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que elogiou o novo conselheiro. Fachin destacou que a entrada de Carlos Vinícius Ribeiro “é um enriquecimento para o colegiado e traz consigo a experiência de quem sempre trabalhou para fortalecer o Sistema de Justiça brasileiro”.
Trajetória e experiência
Carlos Vinícius Alves Ribeiro possui formação acadêmica robusta, com pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade de Coimbra. Antes de sua chegada ao CNJ, ele atuou como secretário-geral do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) desde 2022. O ministro Fachin também apontou a sua robusta formação acadêmica, a vasta produção científica, a experiência como docente e uma notável capacidade de gestão pública.
Como secretário-geral do CNMP, o novo conselheiro acumulou vasta experiência na condução de políticas nacionais. Ele também se destacou na coordenação institucional e na habilidade de construir consensos entre as diferentes carreiras essenciais à Justiça. O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, igualmente reconheceu a trajetória de Ribeiro e a expectativa de uma justiça melhor para o cidadão.
A visão do novo conselheiro
Em seu discurso de posse, Carlos Vinícius Ribeiro se comprometeu a atuar com dedicação e técnica, baseando suas convicções em dados confiáveis. O conselheiro afirmou que “Minha proposta é lembrar que os mais de 80 milhões de processos que temos hoje no Judiciário não são estatísticas, mas são vidas, esperando justiça”. Ele enfatizou que, após duas décadas estimulando a produtividade judicial, “Penso ter chegado também o momento de nos preocuparmos com a qualidade das decisões”.
A função do órgão de controle judicial
O Conselho Nacional de Justiça, conhecido como CNJ, é um órgão do Poder Judiciário brasileiro responsável pelo controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura, além de elaborar políticas para o aprimoramento da prestação jurisdicional. Ele atua como um fórum de diálogo constitucional, sendo essencial na formulação de políticas públicas nacionais e no aprimoramento contínuo do sistema de justiça.
Panorama do Judiciário
Durante a solenidade, Ribeiro mencionou que, antes da criação do CNJ, o país não possuía dados precisos sobre o volume de processos. Atualmente, o Brasil registra 84 milhões de processos em tramitação, com 35 milhões de novas ações anualmente. Ele ressaltou que, pela primeira vez desde o início dos levantamentos, mais julgamentos foram realizados do que o número de novas ações ingressando no sistema judicial. Com pouco mais de 18 mil magistrados, a média é de 1.500 sentenças e decisões por ano para cada um, o que equivale a uma decisão a cada duas horas trabalhadas, caracterizando um “Judiciário que produz em escala industrial”.
Fonte e Fotos: ROTA JURÍDICA
https://www.rotajuridica.com.br/80-milhoes-de-processos-nao-sao-estatisticas-sao-vidas-esperando-justica-afirma-novo-conselheiro-do-cnj-carlos-vinicius-ribeiro/
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