Corpo de Corretora Desaparecida é Encontrado e Síndico é Preso

Corretora desaparecida em Caldas Novas é encontrada morta; síndico e filho são presos

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) localizou, na madrugada desta quarta-feira (28), o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que estava desaparecida desde dezembro de 2023 em Caldas Novas. O corpo foi encontrado em uma área de mata do município, 43 dias após o desaparecimento da vítima.

Na mesma operação, a força-tarefa da PCGO prendeu Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde Daiane administrava apartamentos, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira. Ambos são os principais suspeitos de envolvimento no homicídio, segundo a polícia.

A corretora foi vista pela última vez na noite de 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para verificar um problema no fornecimento de energia de um dos apartamentos. Câmeras de segurança registraram Daiane entrando no elevador, mas ela não foi mais vista após sair no subsolo.

Momentos antes de desaparecer, Daiane chegou a enviar um vídeo para uma amiga, mostrando o quadro de energia do apartamento e relatando que a luz havia sido desligada novamente, apesar das contas estarem em dia. No vídeo, ela expressa a suspeita de que alguém estaria desligando o disjuntor de propósito.

“Era normal a gente passar por esse tipo de problema, então ela se prevenia gravando o que estava acontecendo”, relatou um familiar da vítima, em referência às frequentes quedas de energia nos apartamentos administrados por Daiane.

De acordo com o delegado Pedromar Augusto de Souza, Cléber Rosa de Oliveira e seu filho respondem à investigação por homicídio. O porteiro do prédio também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

Antes do crime, o Ministério Público já havia denunciado Cléber por stalking contra Daiane, com agravante de abuso de função. Existiam pelo menos 12 processos envolvendo o síndico e a corretora, incluindo denúncias de que Cléber usava o cargo para vigiar Daiane por meio das câmeras do condomínio e para interferir no fornecimento de serviços essenciais.

A Polícia Civil apreendeu o gravador do sistema de câmeras do condomínio para perícia, buscando por possíveis adulterações ou exclusões de imagens. A investigação segue em andamento para esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada suspeito. Testemunhas estão sendo ouvidas e provas estão sendo analisadas.