Goianiense aciona polícia após “Traficante Delivery” não entregar maconha paga via whatsApp

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Um caso inusitado chamou a atenção na Central de Flagrantes de Goiânia neste fim de semana. Um homem registrou um Boletim de Ocorrência (B.O.) contra um suposto traficante que, segundo ele, não entregou 30 gramas de maconha após o pagamento de R$ 210, incluindo a taxa de entrega.

No B.O., o “cliente” alega ter sido vítima de “má-fé” por parte do vendedor, que teria deixado de responder às mensagens e não efetuado a entrega após o recebimento do valor via WhatsApp. O usuário justificou a denúncia argumentando que “a boa fé nas relações deve ser mantida”, mesmo em atividades ilícitas.

O delegado plantonista Humberto Teófilo expressou surpresa com a ocorrência, destacando que a “vítima” pode responder por falsa comunicação de crime. Segundo o delegado, a compra de drogas, mesmo que para uso pessoal, não justifica o acionamento da polícia em caso de desacordo comercial com o traficante, já que a comercialização de entorpecentes é um crime.

Teófilo ainda relatou que o usuário tentou justificar a compra alegando uso medicinal, o que foi considerado “lamentável” pelo delegado, visto que existem meios legais para a aquisição de produtos à base de cannabis para fins medicinais.

O caso deve ser arquivado, já que a natureza da transação configura crime de tráfico de drogas, e não estelionato, como alegado pelo denunciante. A Polícia Civil alerta para os riscos de envolvimento com o comércio ilegal de entorpecentes e as consequências legais para usuários e traficantes.

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