Mabel anuncia cortes drásticos em cargos comissionados e prevê início de mandato “muito duro” em Goiânia

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O prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), afirmou que o início de seu mandato será “muito duro e muito difícil”, marcado por cortes de gastos e ações emergenciais para conter a crise financeira da capital. Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 6, após reunião da comissão de transição, Mabel alertou para a gravidade da situação e destacou que “não vamos nomear nem 50% dos cargos comissionados”.

A medida drástica visa reduzir despesas e equilibrar as contas da prefeitura, que enfrenta problemas estruturais em diversas áreas, como saúde, educação e coleta de lixo. Mabel expressou preocupação com as “surpresas” diárias que a equipe de transição tem encontrado na atual gestão, citando como exemplos a falta de combustível para carros e ambulâncias e a escassez de remédios em hospitais.

“Dezembro será o mais longo da minha vida”, desabafou o prefeito eleito, ressaltando a angústia causada pelos percalços e pela situação “fora da normalidade”. Ele afirmou que o plano de 100 dias de sua gestão será “bem agressivo” e que a população precisará entender as dificuldades iniciais.

Entre os principais desafios, Mabel citou a necessidade de reestruturar o Instituto Municipal de Assistência Social do Servidor de Goiânia (IMAS), que acumula uma dívida de mais de R$ 227 milhões. Além disso, prometeu “limpar os 10 eixos” de trânsito da cidade e realizar um “super mutirão de limpeza” para lidar com o problema do lixo.

Apesar do cenário desafiador, Mabel demonstrou confiança em sua capacidade de reverter a situação. “Será um começo muito duro, mas estou animado. Vamos arrumar essa cidade”, garantiu. A versão final do plano de 100 dias deve ser entregue até o dia 23 de dezembro.

Foto: Reprodução redes sociais

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