Alego retira exigência de diploma superior para cargos de chefia após polêmica com Fred Rodrigues

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A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) aprovou uma nova resolução que elimina a exigência de diploma de curso superior para ocupantes de cargos de chefia, após um caso controverso envolvendo Fred Rodrigues (PL), ex-deputado e ex-diretor da Casa. Fred foi acusado de ter declarado falsamente ser formado em Direito para ocupar o cargo de Diretor de Promoção de Mídias Sociais, função que lhe garantia um salário de R$ 21,3 mil. A fraude foi revelada durante o período eleitoral, quando ele disputava o segundo turno contra Sandro Mabel, que foi eleito prefeito de Goiânia.

A Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) confirmou que Fred Rodrigues não concluiu a graduação em Direito, contrariando o que ele havia declarado. Em meio ao escândalo, a Alego abriu uma investigação para apurar o caso e possíveis nomeações irregulares. Em resposta, o deputado Lineu Olímpio (MDB) propôs uma emenda que removeu a exigência de diploma para alguns cargos, o que beneficiou também outros servidores, como Tião Caroço e Daura Bravo.

A nova regra, já publicada no Diário Oficial da Alego, ainda permite que a Secretaria de Obras e Engenharia exija formação específica para cargos técnicos, como em engenharia, arquitetura e design de interiores. Segundo o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), um estudo da Diretoria de Gestão de Pessoas avaliará quais cargos realmente demandam qualificação técnica. A investigação interna permanece em andamento e, caso sejam confirmadas irregularidades, os responsáveis poderão ter que devolver salários recebidos e o caso pode ser encaminhado ao Ministério Público Estadual.

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