Confinamento de bois em Goiás é revolucionado por inovação e sustentabilidade

O confinamento de bois em Goiás tem passado por uma transformação significativa, impulsionada pela combinação de tecnologia e uma abordagem focada na rentabilidade e sustentabilidade. Fabiano Tavares, zootecnista e diretor do Confinamento Pontal, é um exemplo desse movimento, liderando um confinamento que expandiu sua capacidade de 200 para 46 mil animais desde 1999.
Tavares explica que a chave para seu sucesso foi a adoção de práticas inovadoras e rentáveis. Um dos avanços mais notáveis foi o desenvolvimento de uma dieta mais densa para o gado, que reduziu significativamente as emissões de metano, contribuindo para a eficiência e sustentabilidade do confinamento. Além disso, ele optou por operar o confinamento durante todo o ano, em vez de apenas na estação seca, aumentando a estabilidade da produção e aproveitando melhor as oportunidades de mercado.
“Para minimizar os riscos e prevenir surpresas desagradáveis, analisar as tendências do mercado futuro e utilizar a bolsa de valores para proteger as margens de lucro foram peças fundamentais”, afirma Tavares.
A pecuária de corte enfrenta desafios, como a necessidade de aumentar a escala e a eficiência para compensar margens de lucro reduzidas. No entanto, a combinação de tecnologia e inovação tem mostrado que é possível transformar esses desafios em oportunidades de crescimento sustentável, posicionando Goiás como um líder no setor.